ATITUDES TÍPICAS DE UM VICIADO EM LIVROS

A Revista Bula alguns meses atrás postou uma matéria muito legal que listava algumas das Atitudes Típicas de Um Viciado em Livros, obviamente me identifiquei. Vasculhando meus favoritos do Chrome encontrei esse texto perdido entre diversos links que guardo para releitura e posterior analise (risos) e que sempre acabam pedidos por ai. Decidi compartilhar com vocês, caros leitores, porque já faz um tempinho que não trago aqui para o Mundo Platônico post voltados para o nosso querido bookaholic world.


“Quanto mais se fala no fim do livro físico, mais aumenta o número de aficionados por livros. A dependência literária chega a ponto de causar síndrome de abstinência e leva o compulsivo a tomar atitudes estranhas, só para criar oportunidades de ficar mais tempo junto a seu objeto de desejos. Em tom de brincadeira, mas baseado em situações reais, foram alinhadas dez atitudes típicas de pessoas realmente viciadas em livros.”

Semanalmente, pede livros pela internet

E fica acompanhando pelo código de rastreabilidade, para ver por onde o livro anda. Quando vê que o livro chegou à sede da transportadora, liga para saber a hora que vai ser entregue, para não correr o risco de o entregador perder a viagem e atrasar o encontro com o objeto de desejo.
Não compro livros semanalmente, nem mesmo mensalmente, já passei dessa fase acumulação obsessiva, mas aguardar a entrega daquele livro que quero muuuito ler pelos Correios é pura tortura.

Almoça perto do local de trabalho, bem rapidinho

Aproveita o tempo para entrar na livraria ou no sebo e ficar lambendo as novidades ou as relíquias. E, sempre compra alguns. Pergunta ao vendedor se tem o livro tal ou qual. Se não tem, faz encomenda e no dia seguinte começa a cobrar. Mesmo que o vendedor tenha dito que vão chegar só daí a 15 dias.
Em livraria e sebos nem tanto, mas costumo enlouquecer donos de bancas de jornal com minhas perguntas.

Compra livros para presentear e toma depois

Em aniversário de parentes e amigos, presenteia com livros. É claro que compra algum livro de que ele mesmo gostaria de ter. Entrega o presente, participa da cerimônia e tal. Distraidamente pega o livro para dar uma olhadinha e ali mesmo lê as orelhas e as chamadas de capa. Aliás, relê, pois já havia lido antes. Diz para o parente ou amigo que o livro realmente é ótimo e que quer ele emprestado depois.
Presenteio amigos e parentes com meus livros favoritos na maioria das vezes, e com livros que eu quero muito ler para depois pedir emprestado, me desculpem.

Compra mais livros do que seria capaz de ler

Embora a intenção seja ler todos os livros que compra, o compulsivo acaba adquirindo livros numa quantidade tamanha que, nem Matusalém, se não fosse analfabeto e gostasse de livros, teria condição de ler. Compra inclusive livros em línguas estranhas, ou línguas que não domina, com o propósito de aprendê-las e curtir a musicalidade do autor no original.
Sim. Sim. Sim.

Encaminha a mãe para morar com a irmã no interior

Sob o argumento de que no interior a vida é mais sossegada e o ar é mais puro. Mas na verdade é porque o apartamento já está completamente tomado de livros, e não tem mais onde guardá-los. Aliás, o único lugar que ainda resta é o quarto da mãe. Exatamente o espaço ocupado por ela. Aí o compulsivo negocia com a irmã para levar a mãe para passar uns tempos com ela. Aproveita a oportunidade, desfaz dos objetos da mãe, chama o marceneiro e instala estantes no quarto e organiza a metade dos livros que estavam amontoados.
Confesso que ocupo mais espaços do que deveria com livros na casa dos meus pais.

Deixa acumular mensagens no smartphone

Para não perder o ritmo da leitura nem o fio da meada. E já desenvolveu uma teoria de que negócio bom não aparece, e que mensagens de celular só trazem notícias ruins ou quando muito, coisas que não valem á pena ler, a não ser quando não há coisas mais importantes. Ainda mantém essa ferramenta só mesmo para não ser tachado de dinossauro pelas pessoas de seu relacionamento, que é todo mundo conectado.
Acumular mensagens, demorar dias (/meses) para responder, por causa de uma leitura ou penas desinteresse, não tem como ser mais eu.

“Se você se enquadrar em seis itens ou mais, já é um caso grave da síndrome e precisa se internar numa clínica detox para bibliomaníacos.” Felizmente (?) me enquadrei completamente nesses seis itens, partiu internação. Para vocês conferirem todos os itens da lista é só clicar aqui.

Afinal, tem vício melhor melhor do que LIVROS?

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