Você sente o que você lê? #BEDA

Semana passada eu li uma matéria no site Homo Literatus que abordou um assunto que eu nunca havia pensando em escrever sobre, mas que sempre foi muito presente na minha vida de leitora. O texto abordava Os efeitos positivos da leitura de romances para o cérebro, e ele se baseou em um estudo da Universidade Emoroy que diz que “a leitura de romances permite que a pessoa se transporte, não só no sentido metafórico, mas também biologicamente, para o corpo do personagem, proporcionando assim efeitos positivos para o cérebro.”

Metaforicamente falando eu sempre entro na história que eu estou lendo, e quanto mais o livro me envolve e agrada mais dentro da história eu estarei. Quando digo que entro nas histórias é no sentido de se imaginar como personagem do enredo, o que eu faria, o que falaria, e por qual personagem eu me apegaria mais se tudo fosse real. Um grande exemplo é Hogwarts, todos nós que lemos Harry Potter na infância, adolescência, ou já como adultos, estudamos lá também e lutamos contra as artes das trevas (risos).

Um efeito curioso descoberto na pesquisa da Emoroy foi que “leitura de romances permite que a pessoa se transporte, não só no sentido metafórico, mas também biologicamente, para o corpo do personagem”. Os voluntários da pesquisa passaram por experimentos e ressonâncias, e o resultado foi que 1) Com a leitura diária de um romance a área de compreensão textual do cérebro ficou mais ágil, e 2) A cada cena de ação, o cérebro respondia da mesma forma que responde às atividades físicas em questão: correr, nadar, etc.

Eu nunca havia pensando sobre isso, mas o que a Universidade Emoroy provou com a pesquisa é totalmente verdadeiro, já li livros com cenas de ação que me deixaram sem fôlego, já me senti muito mal por causa de cenas como torturas, e claro já chorei junto com diversos personagens. Um exemplo que tenho para mim é que anos atrás li dois livros em um curto espaço de tempo em que as protagonistas estavam grávidas, e era tudo tão real e bem escrito que eu comecei a me imaginar grávida, não cheguei a sentir nenhum sintoma (risos), mas lembro de brincar que estava me sentido grávida por causa de determinada personagem.

O texto do Homo Literatus também citou a pesquisa da Washington and Lee University, que constatou que pessoas que leem têm mais empatia. E sempre concordei com isso pelo fato de que quanto mais lemos livros com pessoas, lugares, e situações completamente diferentes do que estamos habituados, nós adquirimos, além de conhecimento, experiência de algo que não vivemos. O que ocorre é que como a leitura nos toca intimamente, gera reflexões, e agrega consciência, a empatia com a humanidade através do exercício de se colocar no lugar do outro, como fazemos com os personagens, é uma consequência do hábito de ler.

Os efeitos positivos da leitura de romances, como foi constatado na primeira pesquisa, e de todos os demais gêneros literários, só traz efeitos positivos para o cérebro, e eu me atrevo a dizer que esses efeitos positivos se estendem com muita eficácia a corpo e alma também.

Dito tudo isso, está esperando o que para terminar aquela leitura, ou para começar a ler o livro mais próximo?

2 comentários:

  1. Que matéria interessante!!! Sobre a pesquisa "ter mais empatia", sempre acreditei nisso, mas sobre a leitura de romances eu não sabia <3

    Ler é tão bom!!

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  2. Nunca tinha parado para pensar a respeito, mas agora pensei e faz muito sentido. Lembro da primeira vez que li "Moça, Interrompida", da Susanna Kaysen, e de como me sentia terrivelmente fora de sintonia com o mundo, uma melancolia terrível tomou conta de mim, e isso ainda acontece quando eu faço a minha releitura anual. É incrível.

    Assim como me sinto em Hogwarts a cada releitura de HP <3

    Amei esse post e obrigada por compartilhar a pesquisa :]]]

    Beijo!

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