#Resenha “Divergente”- Divergent #1

 

  • Título: Divergente - Divergent #1
  • Autora: Veronica Roth
  • Editora: Rocco
  • Páginas: 504
  • Conceito: 12334 

Numa Chicago futurista, a sociedade se divide em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição, e não pertencer a nenhuma facção é como ser invisível. Beatrice cresceu na Abnegação, mas o teste de aptidão por que passam todos os jovens aos 16 anos, numa grande cerimônia de iniciação que determina a que grupo querem se unir para passar o resto de suas vidas, revela que ela é uma divergente, não respondendo às simulações conforme o previsto. A jovem deve então decidir entre ficar com sua família ou ser quem ela realmente é. E acaba fazendo uma escolha que surpreende a todos, inclusive a ela mesma, e que terá desdobramentos sobre sua vida, seu coração e até mesmo sobre a sociedade supostamente ideal em que vive.

A maioria dos leitores do Mundo Platônico sabem que sou apaixonada por distopias, tanto é que Jogos Vorazes, Delírio, e Caminhos de Sangue, estão entre os meus livros favoritos. Aguardei o lançamento de “Divergente” no Brasil por quase dois anos, então vocês já podem imaginar o quão altas estavam minhas expectativas para esse livro que só recebia elogios. Quando finalmente a Rocco resolveu lançá-lo comprei logo o meu exemplar, e já adianto que depois de ler “Divergente” vai ser difícil alguma distopia superá-lo.

  • "(…) A sensação é de rompimento, como uma folha separada da árvore que a sustenta.
  • Somos criaturas da perda; deixamos tudo para trás. Não tenho lar, nem caminho, nem certezas.
  • Não sou mais Tris, a altruísta, ou Tris, a corajosa.
  • Acho que agora terei que me tornar mais do que as duas coisa."

A história se passa em uma Chicago futurista, onde as pessoas são divididas em cinco facções: Abnegação, Amizade, Audácia, Franqueza e Erudição. As crianças nascem e vivem nas facções dos seus pais até completarem 16 anos, que é quando elas passam por um teste de aptidão que determina a qual facção elas pertencem. Beatrice (Tris) nasceu na Abnegação, mas ela não aguenta mais ser altruísta o tempo todo, Franqueza e Amizade estão longe de combinarem com ela, e Tris não é nem inteligente o suficiente para Erudição, nem corajosa o suficiente para ir para Audácia, ou será que ela é?

O livro já começa super emocionante com a escolha das facções, quase morri do coração de tanta ansiedade para saber o que ia acontecer.  Tris e seu irmão Caleb têm que escolher com base no seu teste de aptidão se continuariam na mesma facção de seus pais, ou se escolheriam uma vida completamente diferente da que eles conhecem, deixando família e amigos para trás, porque sua facção vem antes do sangue. Além disso todos os adolescentes tem que passar pelos testes da facção que eles escolheram viver, não ser aprovado nesses testes significa se tornar um sem-facção, a escória dessa sociedade.

Acontece que é difícil ter aptidão para apenas uma facção, ser apenas completamente sincero para viver na Franqueza por exemplo, todos podem ser corajosos, sinceros, altruístas, e inteligentes ao mesmo tempo. As pessoas são divergentes, algumas como a protagonista Tris mais do que as outras. Tris quer ser corajosa, altruísta, e inteligente, mas divergentes não são aceitos nessa sociedade “quase perfeita”, e Tris terá que guardar seu segredo enquanto luta para passar nos difíceis testes da facção que escolheu.

  • “[…] Dividiram-se em facções, para tentarem erradicar as características que viam como responsáveis pelas perturbações do mundo. (…) Os que culpavam a agressividade formaram a Amizade. (...) Os que culpavam a ignorância se tornaram a Erudição. (...) Os que culpavam a duplicidade fundaram a Franqueza. (...) Os que culpavam o egoísmo geraram a Abnegação. (...)
  • E os que culpavam a covardia se juntaram à Audácia.

Tris é uma protagonista difícil de se encontrar, ela erra e tem seus defeitos, mas é corajosa e luta para conquistar seus objetivos sem deixar aquilo que acredita de lado. Nós torcemos o livro todo por ela, e Tris não é tipo de personagem que nos decepciona. Na facção que escolhe viver Tris faz  novos amigos, e todos os personagens são muito bem explorados, nos choramos e nos revoltamos com eles e por eles. E também tem o Four(Quatro) o personagem principal que está longe ser um dos mocinhos perfeitos, e com todos os seus defeitos e sentimentos complexos ele nos conquista com sua incrível coragem e inteligência.

Eu tenho muitos comentários, muitos mesmo, para fazer sobre essa história, mas fui bem sucinta no que escrevi acima porque acredito que o legal de “Divergente” é você ir se surpreendendo cada vez mais desde o começo até o fim, porque isso deixa o livro ainda mais emocionante do que já é. Sabe quando tudo no livro faz você gostar dele? “Divergente” tem tudo o que eu procuro nos livros que eu leio, muita ação, uma história complexa, diálogos bem construídos, personagens inesquecíveis, e romance na medida certa.

É uma  distopia com personagens adolescentes sem triângulo amoroso, (\o/) nos aoegamos demais aos personagens, e o final do livro é digno, emocionante, a autora nos revela tudo o que tem que revelar e mesmo assim nos deixa super ansiosos para ler os próximos livros dessa trilogia. Tris e Four formam um belo e complicado casal, torcemos por eles mesmo sabendo que o final dessa história pode não ser feliz, muitos personagens queridos morrem nesse primeiro livro :( Comparações com Jogos Vorazes?? São apenas duas distopias muito diferentes que possuem personagens bravos e inesquecíveis.

  • “(…) Acredito nos atos simples de bravura,
  • na coragem que leva uma pessoa a se levantar em defesa da outra.”

“Divergente” tem algumas cenas violentas e lutas que nos deixam com o coração na mão, uma grande conspiração para ser revelada, e muitos medos para serem superados. Os personagens da trama têm que aprender a lutar contra todos os seus medos literalmente, e muitas cenas são angustiantes principalmente para aqueles que se colocam na pele dos personagens, como eu. É a primeira distopia que eu leio e acredito que pode haver salvação para essa sociedade mesmo se o destino dos protagonistas for triste.

É extremamente difícil falar sobre um livro que nos amamos ler, “Divergente” se tornou a minha distopia favorita, e eu só posso dizer para vocês não deixarem de ler!! Em breve o livro será adaptado para os cinemas, e eu tenho certeza que essa história fará muito sucesso. O terceiro, e último livro da série, será lançado ano que vem lá fora. “Free Four” é um e-book de um dos capítulos importantes de “Divergente” narrado pelo ponto de vista do Four(Quatro), eu indico (: Agora só posso esperar que a editora Rocco lance Insurgente logo no Brasil, preciso continuar lendo essa série o mais rápido possível!! :D

  

6 comentários:

  1. Gabis, você sabe o quanto eu amo Divergent também, e muito bom ver resenhas como essa sua, de alguém que cuhrtiu o livro o mesmo tanto que eu e ainda sabe ser critica o suficiente, separando ele completamente de Jogos Vorazes.

    Divergent é realmente um livro que prende a atenção da gente da melhor forma possível, sem contar que não tem uhm triangulo amoro, o que pra mim foi uma grata surpresa. Sua critica está ótima, não entregou nada e ainda me deixou com vontade de reler!

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  2. Fui ao evento de lançamento de Divergente... Ainda não li o livro, mas, como você falou da inevitável comparação com THG, um amigo comentou que a idéia geral é parecida no começo, mas que depois muda completamente. Ele também estava indignado porque traduziram Four haha
    Teve uma promoção cultural para criar uma nova facção com nome, descrição e símbolo, e eu ganhei \o/ Faturei uma camisa lindíssima haha
    O evento foi muito bom, deu para rir bastante. Estou ansiosa por mais essa distopia, pena que a fila de livros é muito grande e eu ainda tenha outros desejados no topo nesse momento, mas espero lê-lo em breve!

    :*

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  3. Me falaram que esse livro é maravilhoso. esta na minha wishlist \o

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  4. A resenha me lembrou ao livro "Jogos Vorazes", muito interessante! Mais um que pretendo ler :)

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  5. Amei sua resenha foi exatamente oque eu senti, foi a melhor distopia que eu já li, estou ansiosa pra que chegue abril e eu possa ler Insurgente ♥

    Bjs ;*

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