Como Começar a Ler Quadrinhos de Heróis?

Sempre que posto fotos lá no meu instagram @gaabisam, ou falo sobre quadrinhos aqui no Mundo Platônico, alguém comenta que deseja começar a ler quadrinhos mas não sabe como, ou melhor, não sabe por onde começar, afinal são mais muitas décadas de histórias e heróis que já teriam idade para ser beeem idosos. O foco do post de hoje são os quadrinhos de heróis, que são os que eu mais leio, mas em breve escreverei também sobre hqs que não são de super heróis, e que podem ou não ter uma temática mais adulta.

Eu comecei a ler quadrinhos de heróis pelo encadernados da Panini, a maioria deles possuem uma história com começo, meio, e fim, então a chance de ficarmos perdidos é menor. Não recomendo começar a ler pelas revistinhas mensais que saem nas bancas, porque será muito difícil encontrar as edições anteriores e você provavelmente encontrará uma história que está no meio do seu desenvolvimento. A não ser, é claro, que a revistinha mensal seja a número #1, se você passar em uma banca e encontrar uma revistinha número 1 de um herói ou equipe que te interesse não perca a oportunidade de comprar porque ela acabam muito concorridas e acabam rápido.

Comprar encadernados ok. Tomar cuida com as mensais ok. Mas, como você vai realmente escolher alguma história para começar? Com pesquisa! Primeiro você tem que escolher um herói que te agrade mais, ou a equipe de heróis que você quer ler (Como os Vingadores, Liga da Justiça, etc.) escolhido o herói(s) agora você pesquisa quais as melhores histórias desse herói, aqueles tops que vários sites fazem, e confere quais estão disponíveis para venda. Eu, por exemplo, queria ler os quadrinhos do Homem Aranha, para isso pesquisei suas melhoras histórias, mas antes de ler esses arcos mais famosos do personagem, eu comecei pela coleção Os Heróis Mais Poderosos da Marvel.

A Salvat está lançando a popularmente conhecida “coleção da capa vermelha” (risos) cada edição é centrada em um personagem, ou em um grupo de heróis da Marvel, esses encadernados são compostos de um arco principal famoso do herói(s), mais a primeira aparição do personagem ou grupo, ou uma história clássica dele, perfeito para quem quer começar a ler quadrinhos! Começando por essa coleção, você não terá problemas para ler as demais histórias aclamadas do personagem. A coleção Graphics Novels da Marvel (capa preta), também da Salvat, que reúne grandes sucessos é uma ótima opção para continuar a ler, mas infelizmente ela está sendo publica no Brasil há mais tempo e muitos dos encadernados já estão esgotados.

Se você estiver mais interessado nos quadrinhos da DC Comics, por exemplo, siga minhas primeiras dicas: Escolha sobre quem quer ler, e pesquise os encadernados! Recentemente comprei um grande clássico da DC que sempre aparece na lista das melhores história da editora: “O Reino do Amanhã”, que é um encadernado de luxo que não podia faltar na minha estante como fã de quadrinhos que sou. A Panini também está lançando aos poucos os encadernados dos “Novos 52” que serão divididos em vários volumes, fase perfeita para quem quer começar a ler quadrinhos porque reinicia as histórias dos heróis da DC com novas abordagens.

O site Legião de Heróis fez um post muito legal: A arte de ler HQs para iniciantes com dicas essenciais para quem quer mergulhar de cabeça no mundo dos quadrinhos de heróis como: Correr atrás daquilo que te agrada, ter a mente aberta para mudanças, conversar com pessoas que entendem do assunto, esquecer tudo o que você viu nas adaptações para o cinema, e uma das dicas mais importantes: Não criticar quem tem um gosto para quadrinhos diferente do seu, respeito entre fãs! É um texto super interessante e o Legião de Heróis é uma bela fonte de notícias e matérias para quem curte quadrinhos de heróis.

Não posso deixar de comentar sobre os VLOGS DE QUADRINHOS que acompanho no YouTube e são uma fonte ótima para que quer compreender esse universo e receber dicas legais: O Cuzcuz-literário da Bah, o 2quadrinhos do Vinícius, e também o LoadComics do Gil. Três vlogs especializados em quadrinhos, com reviews, críticas, guias práticos de leituras, muito amor pelo mundo nerd, e mais! Outra boa dica (mais uma hahaha) é o site Planeta GIBI que faz checklists dos lançamentos de hqs (e Mangás também) de diversas editoras todos mês, me guio sempre por lá para saber quais lançamentos irei comprar!

Onde comprar?

A Fnac sempre tem promoções de quadrinhos, a Amazon Br e a Livraria Cultura também são indicadas, a Cultura é a principal loja virtual que vende as coleções da Salvat. O Submarino e a Saraiva também vendem hqs, mas não são especializados nisso. Em loja físicas sempre recorro a Comix Book Shop, loja que tem um acervo enorme de quadrinhos e mangás e que sempre têm aquelas edições que saem nas bancas e acabam esgotando rapidamente em todos os outros lugares (também vendem virtualmente). E a Geek.etc, que fica no Conjunto Nacional na Paulista e pertence a Livraria Cultura.

Outros links interessantes:

Espero que vocês tenham gostado de todas essas dicas (foram muitas). Acredito que consegui compartilhar com vocês meu pequeno conhecimento sobre o mundo dos quadrinhos e de como entrar nele.

Agora é só começar a LER!

Sobre As Minhas (Muitas) Leituras Atuais

Chega um momento nas nossas vidas de leitores que não conseguimos nos contentar com a leitura de somente um livro, precisamos de mais, eu particularmente não consigo ficar sem estar lendo regularmente um livro e uma hq, pelo menos. Eu leio todos os dias os livros e textos mais diversos que vocês possam imaginar. Tento priorizar tudo o que é da faculdade, mas só tento mesmo porque se começo a ler um livro que me prende a minha tendência é largar tudo até finalizar a sua leitura. O assunto hoje é como eu me organizo para ler e quais são os livros que estão “Na Minha Cabeceira”, os que eu estou realmente lendo, outros que comecei e não finalizei, e ainda tem aqueles que eu pausei leitura, mas que pretendo continuar um dia.

Como eu organizo minhas leituras?

Durante o semestre minhas leituras de livros que não são relacionados a faculdade são poucas e o progresso é lento, em contrapartida leio em média uma hq por semana, entre hqs mensais e encadernados. Se não estou em mês de provas, minha meta é ler pelo menos um livro por mês, começar e finalizar a leitura deste livro dentro do mesmo mês. E deixo em aberto o número de hqs que irei ler durante o mês, vai depender muito do meu humor, mas acabo sempre lendo mais hqs que livros somente por causa da praticidade, geralmente é uma leitura mais leve que faço em poucos dias, ou no mesmo dia.

Diariamente a organização que sigo é a seguinte: Saio de manhã para o estágio e levo comigo geralmente uma hq, porque é o tipo de leitura que gosto de fazer em transporte público. De tarde leio os livros da faculdade, estudo, e se estiver lendo um livro que já me conquistou pego ele para ler um pouquinho também até onde o tempo me permite. Como leio hqs todos os dias praticamente no metro, não costumo lê-las nos finais de semana, que é quando me dedico aos livros (filmes e séries também!)

O que eu estou lendo (ou não) atualmente

A Saga da Fênix Negra (X-Men) - Coleção de Graphic Novels Marvel #2 é a minha leitura de ônibus e metro atual (difícil de parar de ler uma história boa dessas). Durante a tarde, de manhã, enfim, quando tenho tempo estou lendo o livro Mero Cristianismo, do  C. S. Lewis (As Crônicas de Nárnia), que é uma leitura mais filosófica digamos assim, e que está me interessando demais. Fica difícil de estudar quando só estou lendo coisas muito boas (risos).

A Rainha do Castelo de Ar é um livro que eu me seguro o tempo todo para não pegar para ler, já li os primeiros capítulos, gosto demais da série Millennium, mas acontece que esse livro é grande, e sei que se eu engajar nessa leitura não farei mais nada na minha vida, e como preciso estudar infelizmente estou adiando a leitura para depois das minhas provas semestrais :( Comecei a ler Desculpa Se Te Chamo De Amor algumas semanas atrás, mas não curti o livro nos primeiros capítulos, deixei ele de lado; é o próximo livro que pretendo ler regularmente, se a leitura continuar chatinha acho que vou abandonar ou deixá-lo para as férias.

Vocês também tem essa mania de ler os livros mais diversos no mesmo dia ou semana? Como vocês se organizam? E o que estão lendo atualmente? Contem-me tudo! =)

“O Pequeno Príncipe”- Obra obrigatória para a vida de todos os leitores #BEDA

Eu tenho a minha história pessoal com O Pequeno Príncipe, uma obra que é essencial para o repertório de todos os leitores. Sempre quis comentar sobre o livro aqui no Mundo Platônico, e com a chegada da nova adaptação para os cinemas que estreou no último dia 20 de agosto, este é o momento perfeito para falar desse clássico da literatura mundial. O Pequeno Príncipe foi o primeiro livro que eu me recordo de ter tido um contado mais profundo, foi aos 11 anos quando cursava a quinta série, e minha professora de português fez um trabalho inesquecível durante todo o ano escolar sobre esse livro do escritor Antoine de Saint-Exupéry.

Um livro infantil obrigatório para a formação de crianças, adolescentes, e adultos (principalmente).

Minha professora explicou diversos pontos da história, dividiu a sala em grupos que tinham o dever de ler determinados capítulos e contá-los para os demais alunos, esse trabalho envolveu também fazermos cartazes de cartolina reproduzindo as ilustrações do livro, escrevendo as frases mais impactantes, e o que mais havíamos gostado daquele trecho da história. Esses momentos ficaram muito marcados em minha memória, pois lembro que fiquei fascinada pelo livro. A professora realmente conseguiu envolver todas as crianças da sala, e nos mostrou como a história O Pequeno Príncipe pode parecer simples, singela, mas que é muito significativa e possui mensagens que nós levamos para a vida.

“Uma surpresa a cada nova leitura”. Lembro-me com clareza que minha professora disse que este livro é especial pois toda vez que o pegamos para ler em momentos diferentes da vida, descobrimos um novo significado, um entendimento que não havíamos notado antes. Após 10 anos que tive meu primeiro contato com o livro pude confirmar que realmente isso é verdade. Eu tive uma experiência de leitura completamente nova dessa vez, por fatores como meu amadurecimento, críticas que eu não era capaz de entender na época, e porque agora faço parte do “time dos adultos”, que frequentemente se esquecem de como era ser criança, como em nossa visão infantil tudo era mais simples, e nós dávamos mais valor para as pequenas coisas que fazem grandes diferenças.

O livro é uma verdadeira fábula de ensinamentos, uma aventura de um pequeno príncipe que vive situações extraordinárias. O pequeno príncipe possui problemas comuns e outros grandes, ele vai embora do seu planeta porque ama uma rosa de temperamento difícil, ele viaja por diversos planetas e conhece “tipos” de pessoas muito característicos, na terra ele aprende com uma raposa sobre o valor da amizade, o que é cativar e ser cativado, e como é ser único para alguém no meio de tantos outros iguais a você.

Ainda não assisti essa nova adaptação, pelo trailer pude notar que eles não vão contar exatamente os acontecimentos do livro, a ideia é passar a mensagem, e isso é legal porque mesmo o livro sendo atemporal, adaptar as reflexões da história a nossa realidade é muito interessante. Estou ansiosa para assistir, é legal ir acompanhado de uma criança e conversar depois sobre as impressões dela do filme.

O Pequeno Príncipe foi uma das leituras (a única releitura até o momento) mais prazerosas que fiz esse ano, claro que é uma obra única, mas me motivou a ler outros grandes clássicos infantis. Uma história divertida que em sua simplicidade aborda temas como amor, amizade, e nos leva a reflexões sobre nossa vida e as das pessoas que nos cercam. Poético na medida certa. Sem falar nas ilustrações originais do autor, que são muito amor! Resumindo, um livro belo que nos enriquecesse das coisas que verdadeiramente importam. “Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos”.

Leiam o livro! Uma obra curtinha que fica marcada nas nossas vidas, e depois venham me contar as impressões de vocês.

MELHORES LINKS/TEXTOS DA SEMANA #BEDA

Olá leitores! Comentei na fanpage do Mundo Platônico o motivo da minha ausência no blog durante o BEDA, acontece que fiquei doente, o que definitivamente não estava nos meus planos (risos), e apesar de ter estado em casa nessa última semana não consegui publicar nada. Por causa desses dias de repouso minhas matérias na faculdade estão atrasadas e infelizmente não conseguirei escrever todos os dias, mas minha meta é postar dia sim, dia não até o final do projeto. Agora, vamos aos links dos melhores textos que li ultimamente.

Não deixem de ler esses textos enriquecedores! E Participem das promoções do blog. \o/

Espero que as coisas voltem a dar certo nessa última semana do mês \o/ Volto em breve com resenhas e outros posts interessantes no Mundo Platônico ;)

Precisamos conversar sobre Preconceito Literário #BEDA

As pessoas estão lendo cada vez mais no Brasil, mais especificamente os jovens, entre os livros mais vendidos estão John Green, Kiera Cass, Paula Pimenta, e muitos outros autores que escrevem livros para pré-adolescentes, adolescentes, ou jovens adultos, mas nada me impede de ler esses best-sellers em qualquer momento na minha vida, correto? Sempre quis escrever sobre preconceito literário no blog, mas nunca surgiu a oportunidade, até que essa semana estava vendo um vlog literário sobre um escritor que eu gosto muito, Milan Kudera, e a pessoa que falava no vídeo enfatizou que era preciso ler mais livros assim  porque “atualmente a literatura estava sendo nivelada por baixo”, era só dar uma olhada nos best-sellers.

Literatura sendo nivelada por baixo amigo? Por isso precisamos conversar sobre preconceito literário.

Atualmente vivo no meio acadêmico e preciso ler livro técnicos, filosóficos, e etc, mas não deixo completamente os livros que leio simplesmente por prazer de lado, por causa do blog, mas principalmente porque ler esses livros me deixa feliz. Dependendo do livro que carrego comigo os olhares são diferentes, e se é um livro de romance pode ter certeza que algum colega irá me zuar, um dia uma certa pessoa da minha faculdade sentiu-se livre para pegar o exemplar de Como eu era antes de você da minha mesa e começar a ler em voz alta, ódio define o que eu senti, e vergonha também, não pelo livro, mas porque me senti exposta com a brincadeira maldosa da pessoa que esperou a oportunidade de encontrar um livro rosa nas minhas coisas para zombar do que eu estava lendo.

O que relatei foi um exemplo de preconceito literário que aconteceu comigo, mas que acontece com muitas outras pessoas todos os dias, geralmente o preconceito é feio por pessoas que não leem. Mas, acreditem, todos nós temos preconceito literário, imagine a seguinte situação: Você conhece uma pessoa e ela te fala que adora ler, logo você se identifica, mas ai ela cita aquele livro ou aquele gênero literário que você odeia, vai falar que você não fica nenhum um pouco sem graça? Isso acontece com as melhores pessoas, é normal, mas precisamos conversar mais sobre preconceito literário para que ninguém caia no seu conceito apenas por estar lendo o livro X ou amar livros de auto-ajuda, por exemplo, afinal as pessoas que leem têm mais empatia (ou deveriam ter), não é mesmo?

Preconceito com as coisas mais diversas infelizmente fazem parte do nosso dia-a-dia, mas se você ama livros, se sente mais inteligente por ler determinados escritores, e diz que a leitura precisa ser incentivada, mas em contrapartida faz discurso odioso sobre best-sellers e até mesmo crítica gêneros literários inteiros como os livro jovens adultos, você está fazendo isso muito muito errado, ninguém incentiva literatura fazendo outras pessoas se sentirem constrangidas pelo o que elas gostam de ler.

Não estou dizendo que devemos amar todos os livros e não criticá-los, mas uma coisa é criticar e continuar incentivando a leitura, outra bem diferente é dizer que “atualmente a literatura está sendo nivelada por baixo”, como se livros jovens adultos não enriquecesse em nada os leitores. Conheço inúmeras pessoas que começaram lendo Stephanie Meyer e que se tornaram leitores assíduos e hoje leem clássicos, best-sellers, romances, até livros de filosofia apenas pelo prazer de ler. Eu comecei a gostar de ler por causa de Harry Potter, e esse amor pela leitura me ajudou a escolher minha faculdade, e com certeza irá definir o resto da minha vida.

Ler livros simplesmente por prazer também enriquece a nossa vida. As vezes sinto vontade de ler o livro mais leve e romântico que encontrar só para fugir da realidade, me entreter, e me fazer feliz. Ler um livro escrito para adolescentes, amar Diário de Um Banana, pode me fazer parece ou não mais ou menos inteligente, mas quem se importa? Ninguém deveria se importar. Leia livros de vampiros, anjos, dragões, biografias, tanto faz. Ler um livro que não é considerado uma obra prima não te faz ajudar “a literatura atual ser nivelada por baixo” não.

Daqui alguns anos aquele livro infantil, aquele romance, ou um livro do John Green podem virar um clássico, um ponto de referência de nossa época para todo o sempre, quem sabe? Os bons livros duram gerações, e não há distinções de gêneros quanto a isso. A única coisa que importa é ler sempre, seja clássicos, livros nacionais, ou best-sellers, temos que experimentar de tudo, e incentivarmos outras pessoas a seguirem o nosso exemplo. Ter preconceito literário, ser preconceituoso no geral, julgar uma pessoa por um  livro, e criticar o gosto alheio, não te levará a lugar nenhum, apenas será desagradável para quem (ainda) está ao seu lado.